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Sexta-feira, 24 de Outubro de 2008

E SE FÔR VERDADE O QUE DIZEM SOBRE A ENTENTE-BELAOLHÃO?

 

A empresa Entente -BELAOLHÃO estará em situação difícil?
 
Sabe-se que os(as) trabalhadores(as) estão em casa e, se calhar, não estão de Férias….
 
Consta que haverá interesse por parte de alguns grupos, com vista à sua possível compra. Interesses esses que podem ou não passar pela actual actividade da empresa .
 
Se tudo o que se diz por aí, se confirmar, não será surpresa para ninguém que o desfecho desta situação difícil possa vir a ser o seu eventual encerramento ou a sua insolvência.
 
Diz o povo, e com razão, que “não há fumo sem fogo” e nesta empresa já uma vez houve fumo e confirmou-se o fogo, quando esteve temporariamente encerrada! Nessa altura foram 52 o número de trabalhadores que ficaram sem emprego.
A confirmar-se o que se diz agora, o cenário pode ser mais grave porque o número de desempregados desta vez seria o triplo do de então e agravaria ainda mais a situação social no concelho de Olhão, já tão fragilizada.  
 
Cabe aqui lembrar que esta empresa quando cá chegou, veio com a promessa de 700 postos de trabalho, comprou quase toda a frota de barcos da sardinha, foi recebida de braços abertos pela Câmara, tendo-lhe sido facilitada a instalação com a venda de terrenos a preços reduzidos, diziam que, para mais uma linha de produção, chegou a ser medalhada pelo exemplo…
 
Naturalmente que a Câmara teria que apoiar investimentos para o Concelho mas talvez pudesse ter sido mais prudente…
 
Agora temos uma mão-cheia de nada…
 
Os barcos foram abatidos, a tal nova linha de produção, e os 700 postos de trabalho foram uma miragem e agora os mais  de 150 trabalhadores vivem momentos de insegurança com o espectro do desemprego.
 
É este o desenvolvimento sustentável que o Eng Leal quer para o Concelho de Olhão?
 
Onde está a sustentabilidade?
  
publicado por graciete às 15:10
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10 comentários:
De Anónimo a 24 de Outubro de 2008 às 15:37
Aquela fabrica, com tanto dinheiro e tantas promessas , sempre cheirou um bocado a "esturro".
Quando a "esmola é grande, o pobre desconfia".
Pelos vistos, a Câmara de Olhão, como não é pobre, não desconfiou de nada...
Quem vai "pagar" essa postura da Câmara , são os trabalhadores.
Mas não me parece que o Eng. Leal esteja preocupado com isso...
Se calhar muitos até têm votado nele...
Esperemos que não se confirmem estes rumores


De mano carlos a 25 de Outubro de 2008 às 12:30
NÃO DÁ PARA ACREDITAR, COMO É POSSÍVEL DEPOIS DE LER ISTO, O ENGº LEAL RECEBER O PREMIO DE MELHOR PROFISSIONAL DO ANO EM OLHAO. TALVEZ FOSSE MELHOR RECEBER O PREMIO DO CONCELHO COM MAIS DESEMPREGO. ESSE SIM ERA PREMIO MERECIDO.


De jose a 27 de Outubro de 2008 às 12:20
Não vale a pena a CDU/Olhão tentar usar a situação da Bela Olhão como arma de arremesso para o Pres da Camara e por conseguinte para o PS.
Até porque os representantes do sindicato estão por dentro de toda a situação pois têm assistido a todas as reuniões entre o representante da administração e os trabalhadores.
O importante é tentar resolver o problema da empresa de forma a manter os postos de trabalho e a empresa a laborar com reais beneficios para a região e se tal não for possivel , trabalhar para que os direitos dos trabalhadores sejam preservados.
Isso sim ... é importante.


De Olhão Bocas a 28 de Outubro de 2008 às 09:21
Prezado sr José.
Não sei bem se está a falar por parte da Camara de Olhão, se da E>ntente, ou de alguma outra suposta estimável razão, no entanto, estou completamente de acordo consigo quanto ao conteúdo dos seus dois ultimos parágrafos.
De facto o mais importante é preservar os interesses dos trabalhadores, que são a parte mais fragil, nestes problemas, que afinal o Senhor José admite existirem...
Se os Sindicatos estão a acompanhar ou não, desconheço, mas se assim é, tenho a certeza de que tudo farão para defender os interesses dos trabalhadores e do Concelho.
Evidentemente que o ideal seria que os problemas fossem ultrapassados e que a empresa pudesse continuar a laborar normalmente, defendendo não só os interesses da classe trabalhadora, mas até (quando legitimos...) os interesses do próprio investidor.
Mas a Camara de Olhão não pode ficar de fora.
Naturalmente que teve que apoiar e outra coisa não seria de esperar num concelho, onde o desemprego já é o que é.
Mas poderia ter sido mais prudente!
Com um projecto daqueles, criara 700 postos de trabalho, comprar quase a frota de cerco de Olhão, 4 linhas de produção automática, a Camara não se apercebeu que nem com as traineiras todas do Algarve a pescar para a "Fabrica Nova", o peixe seria suficiente??
Havia economistas que na altura já se questionavam acerca do tempo que um projecto de 4 milhões de contos (era ainda moeda antiga), quanto tempo levaria a pagar-se, a vender latas de conserva a 100 ou 200 escudos?
A Camara ponderou isto?
Fez para outros as facilidades que concedeu à Entente?
Não se terá agarrado a isto, quase "desesperadamente", para ilustrar a correcção da s"ua politica de atração de investimento para o Concelho?"
Não terá semeado ilusões?
E agora o que resta disto, é o que está à vista...
Para além de outras responsabilidades, de outras Entidades, a Camara de Olhão e o seu Presidente se calhar não meditaram em tudo isto.
Portanto prezado Sr José, não é utilizar a situação dificil dos Trabalhadores e da Própria empresa, como arma de arremesso contra o PS.
èÉquestionar se não poderia ter sido de outra forma?
Mas voltamos ao inicio.
Estamos de acordo com os dois ultimos paragrafos do seu oportuno post e o que importa é que os problemas sejam ultrapassados.
Creia que e essa estabiliade que a CDU defende
JMC


De Jose a 29 de Outubro de 2008 às 14:24
Só para clarificar. Não represento ninguém e falo por mim próprio. Afinal não passo do velho Zé que evoluiu e passou a ser Sr. José. Estamos de acordo quanto aos tais parágrafos e isso é o que interessa, ponto final.


De Anónimo a 30 de Outubro de 2008 às 11:21
E falou muito bem!
Permite-me que o cumprimento Senhor "Velho Zé" (com amizade)?
JMC


De T-ML a 31 de Outubro de 2008 às 22:17
Mais uma má notícia acerca do constante desbaste do tecido produtivo da cidade de Olhão...
Mais umas famílias a verem a sua situação social a piorar drásticamente, dado irem ingressar nas fileiras de desempregados.
São as chamadas "inevitabilidades" do Capitalismo, dizem alguns...

BEM, DE QUALQUER FORMA AQUI FICA UMA SUGESTÃO DE VISIONAMENTO SOBRE OS TEMPOS EM QUE A PESCA ERA ACTIVIDADE RAINHA POR TERRAS ALGARVIAS...
Um grupo de jovens com muito pouco apoio fez um documentário sobre a pesca e indústria do atum no Algarve para a RTP2, o "Labirinto do Atum", que se estreia no próximo domingo, 2 de Novembro, pelas 18 horas, no programa Bombordo, da RTP 2. Poderá ver um trailer aqui : http://www.video-web-media.com/labirinto/media.php?id=1


Saudações!


De graciete a 1 de Novembro de 2008 às 00:24
É bom saber que há jovens interessados nesta actividade na nossa reão. Durante tantos anos a ligação ao mar pela pesca foi uma tradição respeitada em Olhão. Nestes tempos em que parece que só se pensa em Turismo, e se deixa o tecido produtivo definhar, essa iniciativa dos joves é uma lufada de ar fresco.Já agora, os jovens são de olhão????


De T-ML a 2 de Novembro de 2008 às 13:01
Oi!
Pois não sei se são de Olhão, mas suponho que não. Deve ser um trabalho de cariz mais universitário, de pesquisa ou assim, feito por estes 2 jovens.
Talvez, aquando do visionamento isso nos seja esclarecido.


De T-ML a 4 de Novembro de 2008 às 22:04
Algarve: ACT suspeita de encerramento ilícito da fábrica Bela Olhão
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Interior.aspx?content_id=1038524

Faro, 04 Nov (Lusa) - A Autoridade para as Condições de Trabalho detectou indícios de que o encerramento e o despedimento de 180 trabalhadores da fábrica Bela Olhão, empresa que comercializa comida para animais, é ilegal, disse hoje à Agência Lusa a delegada regional.

"Na inspecção efectuada segunda-feira verificámos que a administração da empresa limitou-se a avisar verbalmente os trabalhadores da sua intenção de proceder ao despedimento colectivo e de encerrar a fábrica de imediato", revelou Eduarda Canelas.

Este procedimento da administração "configura no que suspeitamos ser um caso de despedimento e encerramento ilícitos", acrescentou a mesma fonte.

De acordo com a legislação laboral, a empresa teria que ter informado oficialmente os trabalhadores da sua intenção de pedir insolvência e de extinguir os postos de trabalho com 60 dias de antecedência.

A empresa estaria também obrigada a informar a Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho para dar início ao processo de negociação com os trabalhadores.

"Verificámos que nada disso foi feito, mas vamos, quarta-feira, tentar apurar as circunstâncias", referiu ainda a delegada regional, destacando que a Autoridade para as Condições de Trabalho "está empenhada em garantir, antes de mais, os direitos dos trabalhadores".

Em causa, está o acesso ao subsídio de desemprego e o pagamento de indemnizações.

Segundo Eduarda Canelas, a Autoridade "está em conversações com a Segurança Social para saber se estão reunidos os requisitos de acesso ao subsídio, mas vai, desde já, avançar com uma participação ao Ministério Público por despedimento e encerramento ilícitos".

O delegado regional de Faro do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) adiantou à Lusa, por seu turno, que vai reforçar os serviços do balcão de Olhão do Instituto "para inscrever o maior número de pessoas no mais curto espaço de tempo possível".

Alberto Melo referiu que vai propor a reconversão dos 180 operários da fábrica Bela Olhão.

"Na próxima semana vamos promover sessões de informação com os trabalhadores no sentido de lhes propor a inscrição em novas acções de formação que lhes confira competências em nichos de emprego que se perspectivam no concelho", acrescentou aquele responsável do IEFP

O delegado regional do IEFP acredita que a perspectiva de abertura de um hotel de cinco estrelas e de um centro comercial, previstas para os próximos meses, poderão vir a absorver "pelo menos 200 trabalhadores".

O pedido de insolvência da Entente Limited - empresa que detém a fábrica Bela Olhão -, e o despedimento colectivo dos 180 trabalhadores significa, para o responsável regional, "um rombo social".

Em finais de Setembro, estavam inscritas 1.305 pessoas no Centro de Emprego local. O encerramento da fábrica representa um aumento de 13 por cento no número de pessoas à procura de emprego.

JYT


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